quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ana Carolina...Mensagem aos Políticos

ATITUDE DE UM CIDADÃO ÉTICO!

Projeto: Matematizando as histórias infantis.




Literatura Infantil nas Aulas de Matemática

Apresentação

Apesar de manter um contato íntimo e diário com a matemática, precisamos trabalhar “conceitos matemáticos” em sala de aula, de maneira lúdica e expressiva. Assim sendo, o uso da comunicação é essencial, tanto por meio da oralidade quanto pelas representações pictóricas.

Segundo Smole e Diniz, a maior parte dos problemas no ensino/aprendizagem da matemática estão relacionados á pouca habilidade de leitura. Embora outros fatores sejam grandes determinantes para o progresso da aprendizagem, devemos focar a importância dessa atividade de leitura e interpretação em matemática.

Seguindo esse prisma, encontramos a proposta de se trabalhar matemática com histórias infantis. As histórias têm o poder de tornar qualquer coisa possível usando apenas a imaginação e de fazer com que a aprendizagem matemática seja real e significativa para o educando, mostrando como números, formas e medidas estão presentes em suas vidas cotidianas.

Notamos a eficácia no uso das histórias para ensinar matemática no que Bettelheim salienta em seu livro: “Psicanálise dos contos de fadas”, PAZ E TERRA 2002,



Para dominar os problemas psicológicos do crescimento – [...] ser capaz de abandonar dependências infantis; obter um sentimento de individualidade e de autovalorização, e um sentido de obrigação moral- a criança necessita entender o que está se passando dentro de seu eu inconsciente. Ela pode atingir essa compreensão [..] familiarizando-se com ele através de devaneios prolongados – ruminando, reorganizando e fantasiando sobre elementos adequados da estória em resposta a pressões inconscientes.



Atividades embasadas em histórias ou contos infantis oportunizam, também, o contato com o vocabulário matemático, tão rico e singular. Algumas palavras e expressões próprias dessa ‘linguagem’, quando trabalhadas dessa forma, facilitam a compreensão e assimilação dessas terminologias.


Livro trabalhado pelo grupo: O HOMEM QUE AMAVA CAIXAS.


Atividades propostas pelo grupo

 Bingo Musical


O homem que amava caixas



Era uma vez um homem que amava caixas

De cores diferentes ele colecionava

Mas ele perdeu-as e não sabia onde encontrá-las



Vamos ajudá-lo?



1-Debaixo da mesa ele encontrou 5 amarelas

Em cima do sofá ele encontrou mais 3... -Então 5 + 3 é igual á... (8)



2-Agora, os azuis, no armário da cozinha.

Tinham 2 caixas, e mais 1 na bacia. Então 2+1 é igual a... (3)



3-Nossa! Que legal! Caixas verdes no quintal,

Achar 2 num cesto e mais nove no varal. Quanto dá o meu total?



4-Foi no seu banheiro que achou uma vermelha

8 em baixo do chuveiro e +4 na banheira, quantas caixas eu teria? (12)



5-Na caixa vermelha ele guardava 3 carrinhos,

Na azul tinham mais 3, com + 8 quantas tinham? (14)



6-Lá no chão do quarto, tinham sempre 2 pipas,

3 na caixa verde, com mais 2 quanto fica? (7)



7-Nossa! Que estranho! Ele tinha 7 barquinhos,

4 verdes e um branquinho. Quantos amarelinhos faltam? (2)



8-Numa caixa bem grandona ele guardava 10 balões,

Porém estouraram 5, quantas ficam, pois, agora? (5)



9-Ele tinha 5 caixas com um brilhante em cada ponta,

Se 4 forem roubadas, quantas sobram? Faça a conta! (1)



10 - Ele, um dia, viu que o filho, tinha caixas de papelão,

3 dentro da sapateira e 1 em baixo do colchão. Quantas caixas têm, então? (4)



- O homem era organizado, mas o menininho não,

Tinha todos os brinquedos espalhados pelo chão,

O menino era seu filho, e ele, então, foi ajudar

Separando cada um pra guardar em seu lugar.



11-Eu achei 4 carrinhos – disse o homem ao menino –

E eu, 2 – disse seu filho – podemos, assim, juntar.

E somando 2+4 quanto será que vai dar? (6)



12-O homem se espantou, procurando, procurando

E encontrou um par de luvas com 1 dos dedos faltando.

Quantos dedos estão sobrando? (9)



13-O menino, muito astuto, disse ao pai – Vou ao banheiro,

Demoro 5 minutos – mas demorou certinho, o dobro

Quanto tempo foi ao todo? (10)



14-Quando o menino voltou, o homem tinha arrumado,

Faltando algumas coisas, que ele não tinha guardado.

5 Bolinas de gude, 8 jogos de botão, some os dois, depois me conte,

Qual o resultado, então? (13)



15- Duas caixas bem estranhas, eu vou contar pra vocês,

Numa tinha 10 pincéis e na outra 6 anéis.

Se eu somá-los entre eles, quantos desses eu terei? (16)



16-Por final to ansioso. Não aguento, eu vou contar,

10+5 vai dar 15, só pra gente terminar!


Cada aluno deverá receber uma cartela contendo o resultado de 12 das 16 contas de adição e subtração.


Resenha apresentada á disciplina Seminarios Interdisciplinares aob supervisão do Prof. Ms Adilson Roberto Corrér.

Freire, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários á pratica educativa, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.




Freire inicia explicando o que o leva a analisar a prática pedagógica do educador em relação à autonomia de ser e de saber do educando. Enfatiza a necessidade de respeito ao conhecimento que a criança traz para a escola, já que é um sujeito social e histórico, e da compreensão de que "formar é muito mais do que puramente treinar o educando no desempenho de destrezas".

Não podemos nos assumir como pesquisadores, como seres que têm e buscam seus objetivos, como sujeitos históricos, transformadores, a não ser assumindo-nos como sujeitos éticos. “É por esta ética inseparável da prática educativa, não importa se trabalhamos com crianças, jovens ou com adultos, que devemos lutar”.

Acima de tudo, ensinar exige respeito à autonomia do ser do educando.

O professor que ironiza o aluno, que diminui o seu valor, que manda que "ele se ponha em seu lugar", tanto quanto o professor que se exime do cumprimento de seu dever de propor limites à liberdade do aluno, de ensinar, de estar respeitosamente presente à experiência formadora do educando, transgride os princípios fundamentalmente éticos de nossa existência.

Para essa finalidade, é preciso querer bem, gostar do trabalho e do educando. Não ingenuamente, permitindo atitudes erradas e não impondo limites, ou que simplesmente não veja o que se passa e espere de braços cruzados, mas um querer bem pelo ser humano em desenvolvimento que está ao seu lado, a ponto de dedicar-se, de doar-se e de trocar experiências, e um gostar de aprender e de incentivar a aprendizagem, e sentir-se realizado ao ver o aluno descobrindo o conhecimento.

Segundo Freire, "o educador que ''castra'' a curiosidade do educando em nome da eficácia da memorização mecânica do ensino dos conteúdos, tolhe a liberdade do educando, a sua capacidade de aventurar-se.

A idéia de coerência profissional, indica que o ensino exige do docente comprometimento existencial, do qual nasce autêntica solidariedade entre educador e educandos, pois ninguém se contenta com uma maneira neutra de estar no mundo.

Pois, quando fala de "educação como intervenção", Paulo Freire refere-se a mudanças reais na sociedade: no campo da economia, das relações humanas, do direito ao trabalho, à educação, à saúde, em referência clara a situação presente em nosso país e muitos outros.

Os princípios enunciados por Paulo Freire, visa promover a inclusão de todos os alunos e alunas numa realidade que dignifica e respeita cada um, principalmente por respeitar a maneira com que veem o mundo como ponto fundamental para a libertação e autonomia de seres pensantes e influentes no seu próprio desenvolvimento.

A esperança e o otimismo na possibilidade da mudança são um passo gigante na construção e formação científica do professor. Paulo Freire propõe, com isso, uma prática educativa que busque resoluções para os prováveis problemas educacionais, e para isso aborda os seguintes passos como ponto de partida: a rigorosidade metódica e a pesquisa, a ética e estética, a competência profissional, o respeito pelos saberes do educando e o reconhecimento da identidade cultural, a rejeição de toda e qualquer forma de discriminação, a reflexão crítica da prática pedagógica, a corporeificação, o saber dialogar e escutar, o querer bem aos educandos, o ter alegria e esperança, o ter liberdade e autoridade, o ter curiosidade, o ter a consciência do inacabado.

Expõe assim que, para cumprirmos nossa tarefa como educadores efetivos, precisamos ter a consciência da importância e da beleza desta tarefa, da importância de se poder fazer a diferença num sistema socio-econômico-político que apresenta uma visão opressora e cruel àqueles que não têm condições financeiras de obter informação, formação e conhecimento.

sexta-feira, 14 de maio de 2010


TORNEIRO, José Manoel Perez. (Coord.) A educação para a televisão. Propostas para a utilização do media televisivo na escola. (capitulo 8). In: Comunicação e Educação na Sociedade da Informação; novas linguagens e consciência critica. Portugal. Porto Editora: 2007, p.175-185.

 
Devido à grande influência dos novos media de comunicação, a educação tem sofrido grandes problemas. O comportamento agressivo, rebelde, consumista e até mesmo permissivo presente em nossa sociedade, é um espelho nítido dessa força persuasiva e manipuladora. Programas que apresentam a violência como algo “divertido” ou “normal”, que estimulam nas crianças e nos pré-adolescentes comportamentos sexuais, que inúmeras vezes os empoem a situações e problemas desnecessários, que banaliza maus hábitos e visa apenas incentivar o consumidor a “comprar”, a “gastar” e a “ter” são alguns exemplos que mostram a necessidade de sermos “consumidores inteligentes” e ensinarmos nossos filhos e alunos a serem também.

Assim sendo, quando Sublet et alii (1996, PP, 101ss) nos propõe uma “pedagogia da televisão”, nos faz refletir sobre como ensinar os alunos a verem televisão. Ao invés de, colocarmos a televisão como inimiga da educação (Mander, 1984), devemos buscar as inúmeras possibilidades educativas presentes nela para desenvolvermos o olhar critico e criativo em nossos alunos. Dessa forma estaremos tornando a televisão, efetivamente, “num poderoso media de transformação social e de serviço aos cidadãos.”

O texto aborda, também, a questão do ‘doseamento’ do consumo televisivo. Esse ‘dosar’ do consumo ocorrerá apenas quando os principais consumidores, no caso nossos alunos, entenderem o funcionamento e os objetivos da mídia e da televisão. No caso de crianças pequenas cabe aos pais estarem cientes do que seus filhos assistem e estipularem horários e programas a serem assistidos, bem como, conversarem depois sobre o que foi passado ali, e o que aprenderam com aquilo. A partir do momento que, assistimos televisão por assistir, para matar o tempo, ou para distrair uma criança, a função social se perde completa e inteiramente.

Algumas mudanças no sistema educativo tornaram a escola aberta para o uso da televisão, para desenvolver nos educandos a capacidade critica e reflexiva por meio do recurso audiovisual. “A educação em televisão” e “para a televisão” é possível sim e, acredito ser um grande auxilio no envolvimento do aluno nas atividades em sala de aula. Se a televisão é grande companheira na rotina de nossos alunos, desde o mais novinho, precisamos nos aliar a ela para mostrar-lhes a amplitude de significados e de coisas que podemos aprender e apreender do que assistimos na televisão, partindo de lições positivos com programas educativos e chegando até mesmo a discussões sobre o que ética, cidadania, cultura, ideologia, moral, entre outros, utilizando programas não tão educativos. Embora muitas famílias estejam desestruturadas para lutar contra o ‘vicio’ chamado televisão, a escola pode e deve desenvolver atividades e projetos que auxiliem os pais e os alunos a estabelecerem ‘bons hábitos’ televisivos, e nunca permitir que a dificuldade na aceitação desse ‘doseamento’, enfraqueça nosso trabalho ético, social e educacional.

Mariana Luzio

domingo, 18 de abril de 2010

Saberes necessários ao educador do Ensino Fundamental das séries iniciais.

ROSENDO, Maria do Disterro. Saberes Necessários Ao Educador do Ensino Fundamental das Séries Iniciais. Disponível em: http://www.ufpi.br/mesteduc/eventos/ivencontro/GT3/saberes_necessários.pdf. Acesso em: 27 mar. 2010

Palavras chaves: saberes, docência, experiência, teoria e pratica.

Resumo:

O texto trata-se de um artigo escrito com base em uma pesquisa sobre os saberes exigidos de um professor do ensino fundamental das series iniciais. A autora fundamenta sua pesquisa e trabalho nos escritos de grandes pensadores, como Paulo Freire, Pimenta, Vygotsky, entre outros, e tenciona com essa pesquisa conscientizar os educadores quanto ás exigências para o exercício da docência.

“Na visão de Ramos (2001), as dimensões dos saberes da docência são: saber, saber-aprender, saber-pensar, saber saber-fazer, saber-conviver e saber-ser. Essas dimensões são construções resultantes dos processos formativos e das necessidades da vida diária do trabalho docente que exige o enfrentamento de situações desafiadoras com as quais se tem que dialogar.” (p.6)



Tais saberes são explicitados através das praticas e ações exercidas pelo educador em sua pratica pedagógica. Nessa perspectiva, temos que, o saber aprender ocorre quando o pedagogo tem o contato com novos conhecimentos, bem como suas variadas formas, que permitam com que se coloquem no mundo social, econômica e intelectualmente, e tornem-se criativos, curiosos e investigativos. O saber-pensar, deve auxiliar o pedagogo a buscar sua autonomia, em especial a autonomia de raciocínio e de pensamento. O saber conviver trás a importância das relações no seu campo de trabalho, tais como, o contato com seu grupo escolar (professores/coordenador/diretor), com os alunos, os pais, etc.. Deve auxiliar o pedagogo a lidar com as críticas, a trabalhar em equipe, a levar em conta a bagagem de seus alunos. O saber-ser esta relacionado ao posicionamento ético, critico e interessado no desenvolvimento e crescimento de cada aluno. E, por fim, o saber-fazer envolve colocar em pratica os saberes anteriores.

“Mobilizar esses saberes é, pois, o primeiro passo para a construção da identidade profissional dos professores, o segundo passo seria a compreensão mais aprofundada sobre os saberes da docência.” (p.7)

Entre os saberes da docência, apontados como segundo passo, temos:



• O saber da experiência

• O saber teórico

• saberes pedagógicos



“Quando os alunos chegam ao curso de formação inicial, já têm saberes sobre o que é ser professor. Os saberes de sua experiência como alunos que foram de diferentes professores. Experiências que lhes possibilitam dizer quais foram os bons professores, quais eram bons em conteúdo, mas não em didática, isto é, os que sabiam, mas não sabiam ensinar.” (p.8)

Os saberes da experiência são aqueles que adquirimos com a vivência docente, tanto como alunos, quando estamos em graduação, quanto com nosso contato quando entramos em sala de aula. Esse processo de construção de conhecimento é permanente, exigindo análises e reflexões sobre a postura de pedagogo que adotamos.

“Dominar o saber teórico implica em além de adquirir a informação e conhecer, trabalhar com as informações classificando-as, analisando-as e contextualizando-as; implicam em vincular e integrar e produzir novas formas de conhecimento. Tarefa complexa, pois, a escola e os professores não estão suficientemente preparados para enfrentar essa complexidade. É necessário investir em processo de formação que possa dá conta desse contexto complexo.” (p.9)

O conhecimento teórico deveria aderir um caráter de maior significação para o professor. Embora a bagagem teórica seja rica, ela torna-se pouca importante pela falta de captação de sentido da função desse conhecimento por parte dos pedagogos.

“Em geral, reconhece-se que é preciso ‘saber para ensinar’ e que muitos professores ‘sabem a matéria, mas não sabem ensinar’. Portanto, para saber ensinar não bastam a experiência e os conhecimentos específicos, faz-se necessário, também os saberes pedagógicos e didáticos. É por essa razão que muitas vezes se houve a afirmação de que ‘certo professor ensina e não tem didática’.” (p. 9)

Os saberes pedagógicos têm a função de formar o caráter profissional do pedagogo. Deve estabelecer os pontos de partida, para que o professor possa se situar em cada momento de aprendizagem, e ensinar coerente e efetivamente. Para esse fim, devem ser críticos e analisar as possibilidades de perceber esses princípios docentes.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Minha "Mestra". =D

                                Eu e a  Profª: Ms. Geci de Souza Fontanela

"Aprendi com o Mestre dos Mestres que a arte de pensar é o tesouro dos sábios. Aprendi um pouco mais a pensar antes de reagir, a expor - e não impor - minhas idéias e a entender que cada pessoa é um ser único no palco da existência. 
          Aprendi com o Mestre da Sensibilidade a navegar nas águas da emoção, a não ter medo da dor, a procurar um profundo significado para a vida e a perceber que nas coisas mais simples e anônimas se escondem os segredos da felicidade.
Aprendi com o Mestre da Vida que viver é uma experiência única, belíssima, mas brevíssima. E, por saber que a vida passa tão rápido, sinto necessidade de compreender minhas limitações e aproveitar cada lágrima, sorriso, sucesso e fracasso como uma oportunidade preciosa de crescer.
         Aprendi com o Mestre do Amor que a vida sem amor é um livro sem letras, uma primavera sem flores, uma pintura sem cores. Aprendi que o amor acalma a emoção, tranquiliza o pensamento, incendeia a motivação, rompe obstáculos intransponíveis e faz da vida uma agradável aventura, sem tédio, angústia ou solidão." 
                                                                                                    Algusto Cury.


terça-feira, 13 de abril de 2010

REENCANTAR A EDUCAÇÃO


Somos seres aprendentes, que só conseguem sobreviver através da troca de conhecimento e experiências vivenciadas dia a dia tornando nossa existência, basicamente, um aprendizado. Devido a isso, não vivemos movidos pelo instinto ou pela imitação, queremos melhorar, progredir sempre. Para nos auxiliar no desenvolvimento de competências, conhecimentos e habilidades, temos a escola. Todos concordam que “A escola deve ser um lugar gostoso” (p. 23). Entretanto, isso raramente ocorre nas sociedades contemporâneas. No Brasil, por exemplo, o ambiente escolar está cada vez mais deteriorado. Ao invés de ser um lugar de troca de experiências, conhecimentos e aprendizagens, tem se tornado palco de discórdias, sendo cada vez mais exaustivo o convívio entre professores, alunos, escola e família. Embora as propostas pedagógicas sejam admiravelmente construtivas, pouco se tem sido feito para viabilizar que saiam do papel, tornando o exercício de nossa profissão desgastante e pouco produtivo.

O autor aborda um termo, o “vilipendio da profissão”, para referir-se ao pouco valor que o professor tem hoje. Essa profissão é extremamente inferiorizada e desconsiderada em nossa sociedade, e não apenas por causa dos baixos salários, mas principalmente com o descaso em se fornecer boas condições de trabalho na maioria das escolas. Assim sendo, cabe a cada um de nós, pedagogos, revalorizar o seu papel na escola, e na construção do caráter e do conhecimento de nossos alunos. Porque, é somente a partir do momento, que nós mesmo deixarmos de acreditar no poder que recebemos para transformar vidas, que nosso papel deixará de ser significativo, pois passaremos a fazer vista grossa, a trabalhar de qualquer maneira, como muitos fazem hoje, passando o tempo na escola para receber o salário no fim do mês, pouco fazendo pela construção e educação da sociedade de amanha.

A qualidade da educação de nossos alunos e, conseqüentemente, da sociedade, está diretamente ligada à formação e a pratica e as propostas pedagógicas da escola e dos educadores. Por isso, temos uma perspectiva de melhoras a partir do momento que conseguimos tirar o melhor de nós mesmo. Quando o pedagogo, o educador, faz o melhor de si, investe na sua formação e na sua postura, gera uma reação positiva no meio em que está, seja a sala de aula, o ambiente escolar, ou qualquer outro meio em que se encontre. O pedagogo deve ter bem em mente que é, e sempre será um espelho, um modelo para todos que o cercam, por isso, quanto mais íntegros formos, melhores cidadãos formaremos, não somente pelas palavras, como também pelo exemplo. Precisamos mostrar a nossos alunos que, aprender é extremamente diferente de imitar. Aprender significa, basicamente, entender o objetivo e a função daquele saber e reproduzir. Não somos maquinas que recebem ordens e as executam perfeitamente, sem erros. Pelo contrario, exatamente nos erros que comentemos é que encontramos as aprendizagens mais significativas, é com eles que nos tornamos criativos e críticos, capazes de se situar e se locomover na sociedade do conhecimento, onde cada vez mais exige-se o contato com os diversos meios de veiculação de informações e conhecimentos.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Texto apresentado à dinamica "Com quem você se parece?" realizada pela Profª: Ms.Geci Fontanella.

Semelhanças e diferenças.
Ao comparar meu comportamento ao daquele vizinho que não cumprimenta ninguém encontro similaridades e diferenças.

Sou similar por não cumprimentar todas as pessoas que conheço quando saio, geralmente, apenas as que gosto. Entretanto, a diferença está na motivação por trás dos comportamentos. Não sou arrogante, soberba ou orgulhosa, tampouco falsa ou hipócrita. Sou uma pessoa extremamente transparente com relação aos sentimentos e não consigo fingir que gosto algo ou alguém.

Acredito haver a necessidade de um meio termo, um ponto de equilíbrio, pois ser alguém que vive ao extremo de qualquer coisa não é correto, nesse caso por exemplo, ou ser sociável demais, aberto demais às pessoas, ou “anti-social”.

Não sou pura ou ingênua ao ponto de acreditar que todos têm um lado bom e isso basta, nem falsa para “fazer de conta” que o comportamento das pessoas não me incomoda, prejudica ou atinge.

Muitas vezes me refreio de conversar com as pessoas por timidez ou receio, não por arrogância. E, mesmo aquelas pessoas que realmente evito, prefiro ignorar do que bater de frente, pois não somos obrigados a amar ninguém, mas não temos o direito de ser cruéis. Todo ser humano tem dignidade, embora muitas vezes prive a si mesmo disso, e merece respeito.

Outro ponto importante, no meu ponto de vista, é analisar até onde ser sociável é saudável. Nem sempre a nossa sinceridade é correspondida com sinceridade. Até que ponto as pessoas merecem nos conhecer? Até que ponto precisam de nós? Até onde vai essa “bondade” em cada ser? Até onde as pessoas são capazes de usar umas as outras para vencer? Seria falta de ética, de moral me proteger daquilo que não me fará bem?

Enfim, cada ser humano tem um comportamento muito peculiar. Já tive experiências que me mostraram que perseguindo um sonho sempre se perde alguma coisa. Principalmente quando nos abrimos e confiamos nas pessoas erradas. Na teoria toda ética é perfeita, ideal e justa. Mas o mundo é um lugar perigoso e, inicialmente, cada um precisa amar e respeitar a si próprio, para então perceber aqueles que também nos amam e respeitam.

Aquele que não consegue ver o melhor para si, não conseguirá jamais ser melhor com os outros.

Resenha sobre o texto: Quando um texto é legível?

O texto abrange uma discussão sobre os motivos pelos quais muitos alunos acham dificuldades em ler, compreender e dar significados a textos que, para a maioria são simples. O autor busca mostrar que um texto se torna legível quando apresenta semelhanças às circunstancias do leitor, ou seja, quando sua historicidade se aproxima da historicidade do leitor. Mas não basta somente essa historicidade. Outros fatores como, entender o que é ler, compreender a relação entre intertextualidade e leitura, e a função do professor como guia nesse processo.

 
Primeiramente, ler envolve muito mais do que saber decodificar os símbolos. É, basicamente, produzir sentidos, criar significados ao relacionar o que lemos com o conhecimento prévio que temos. Assim sendo, quanto mais “conhecimento de mundo” o aluno tem maior será a sua produção de sentidos e, consequentemente maior legibilidade terá o texto. Partindo desse pressuposto, exige-se do educador que, auxilie o aluno a buscar os significados dos textos, a relacionar o que lê com sua vida, a expor sua opinião, independentemente se esta for a favor ou contra o que ele leu.

 
Para auxiliar nesse processo será necessário que o professor faça uso de diferentes tipos de textos. Esse contato intertextual fará o aluno ampliar seu conhecimento e suas referências ao significar conteúdos que tem nas mãos. Variar gêneros textuais, situações e objetivos tornará mais fácil a percepção dos diversos usos da língua que fala, e a finalidade de cada um.

 
O objetivo principal do educador deve ser auxiliar o educando a “assumir o controle de sua leitura”, pois a leitura e a produção de sentido são individuais e não possuem um método pré-estabelecido. Portanto, professor e aluno buscam, juntos, o propósito das leituras, questionando os sentidos claros e os não explícitos, procurando a relação com o que cada um já sabia, buscando o que é principal no texto, e abrindo a conversa para hipóteses, interpretações e conclusões. Com essa ajuda, o aluno conseguirá, de um modo mais fácil, encontrar seus próprios meios de solucionar seus problemas na leitura.

 

Resenha: Sociedade dos poetas mortos.

Sociedade dos poetas mortos.


O filme narra um drama que ocorre num internato masculino, e tem como temática principal um modelo de escola marcado por concepções de tempo racionalizado e espaços definidos para a prática de cada ação, como por exemplo, dormir-quarto, rezar-capela, comer-refeitório, ler-biblioteca, higiene-banheiro, etc.
A presença de um ambiente afastado da agitação da cidade, tranqüilo, faz-nos pensar na necessidade de concentração para se alcançar um objetivo maior, no caso, um desempenho excelente, e possibilitar a garantia de um ensino baseado em princípios de tradição, honra, disciplina e excelência, almejados pela Educação Tradicional.
Contudo, a chegada de um novo professor muda o cenário escolar, e sua forma inovadora de ensinar, liberta seus alunos para que pensem, criem e descubram o que, de fato, os completa e realiza. Para o professor Keating, a educação deveria mesclar-se completamente com o próprio processo de viver. Suas propostas de ensino são práticas e vivas. Ao utilizar espaços não convencionais e propor atividades diferentes, ele estimula a convivência democrática e o pensamento livre e autônomo em seus alunos.
Particularmente, penso ser esse o modelo de educador, de pedagogo, que quero seguir. O novo e ousado ideal pedagógico presente na postura do personagem é o que fará com que nosso futuro seja diferente. Somente quando nossa maneira de agir, unir a educação e as experiências de vida de nossos alunos sejam eles crianças, jovens ou adultos, que teremos cidadãos críticos, livres e autônomos, capazes de lutar por seus direitos, e perseguir suas metas, em busca de uma boa condição de vida e um mundo um pouco mais justo. As atitudes do professor e de sues alunos, evidenciaram que está em nossas mãos fazer com que algumas atitudes, e formas de pensar sejam mudadas, com persistência e paciência.
Como pedagogas, precisamos fazer com que a vida escolar seja uma experiência agradável, que ajude cada um de nossos alunos a crescer e se construir. Atitudes de autoritarismo, como as demonstradas no filme pelo pai de Neil, e de omissão, iguais as demonstradas pela mãe do garoto, devem ser evitadas e até mesmo abolidas de nossa pratica pedagógica. Embora muitos pais possam agir dessa forma, precisamos ter o cuidado de não incentivar, nem ao menos, nos influenciar, e tornar nosso trabalho frustrante para nossos alunos. Pais e professores precisam perceber o que completa e realiza o filho/aluno.
A verdadeira satisfação e realização de uma pessoa vêm de tornar-se o que se tem potencial para ser, o que se é, em sua essência, fazendo o que aprecia. E, por sua vez, a maior realização e satisfação do pedagogo vêm de participar nesse processo de desenvolvimento, construção e descobertas na vida de cada aluno, ajudando-os a se tornarem o que são, buscarem o que desejam e realizem o que sonham, sem autoritarismo, livre e racionalmente.

A filosofia e a educação.

A função da filosofia em nossa prática pedagógica é auxiliar a construção do saber, da aprendizagem, pois surge a partir de nossa experiência de vida.

A verdadeira filosofia não é aquela que encontramos em livros, teorizada em belas frases. Antes é aquela que criamos ao praticá-la em nosso dia-a-dia, e nos possibilita belas vivências. Nossa arte, como pedagogas, está exatamente no ato de trazer a riqueza dos pensamentos e escritos filosóficos para o presente, para nossa vida.

Podemos começar relacionando nossa vida de pedagoga com “O Mito de Sísifo”. O texto narra a trajetória de Sísifo, um salteador que acorrentou a morte, testou o amor, convenceu a morte a ressuscitá-lo e acabou condenado pelos deuses “a incessantemente rolar uma pedra até o topo de uma montanha, de onde a pedra cairia de volta devido a seu próprio peso”. Apesar de ter consciência desse “absurdo”, o personagem não se desesperava porque nele consistia o sentido, o significado e a razão do viver dele.
Como pedagogas, nos tornamos escravas, assim como Sísifo, “destinadas” a continuar nosso trabalho de rolar a pedra diariamente. Apesar de ver o “absurdo” em nossas vidas, também não nos desesperamos, pois é nesse trabalho que crescemos, amadurecemos, encontramos satisfação de sair de nossa cômoda ignorância e encontrar a luz, ou seja, o conhecimento, e o privilegio de compartilhá-lo com nossos alunos.
Essa busca do conhecimento, da verdade, nos remete ao “Mito da Caverna”, escrito por Platão, onde o filosofo mostra, metaforicamente, a condição humana perante o mundo. Na alegoria, o autor descreve pessoas presas por amarras, no fundo de uma caverna, onde vivem, ilusoriamente, interpretando as sombras como realidade. Somente quando libertam-se dos grilhões e saem rumo à luz é que encontram a verdade e explicação da realidade.
As amarras do ser humano, para Platão, são a sua própria ignorância. Precisamos sair da “sombra”, ou seja, da comodidade de achar que não somos capazes, e buscar dentro de nós nossa real capacidade, saindo assim de nossa “caverna interior” rumo à realidade.
Nossa postura como pedagogas nos fará, então, tirar outros dessa ignorância. Cabe a cada uma de nós buscarmos o esclarecimento necessário para realizar nossa tarefa.
A partir do momento em que “ousarmos conhecer” (Sapere aude) nossa realidade, nossa família, nossos alunos, nós mesmos, é que sairemos da condição de menor e seremos capazes de usar nosso entendimento, sabendo como nos expressar e nos portar.


Letramento e alfabetização.

Bom, o surgimento dos termos letramento e alfabetização evidenciam uma mudança na maneira de ensinar na escola e nos projetos e programas de educação de jovens e adultos.
Para notar as mudanças e entendê-las, precisamos diferenciar alfabetização e letramento e como acontecem.
Primeiramente a alfabetização. Alfabetizar basicamente é ensinar/ aprender a ler e a escrever, relacionar fonemas e grafemas, entender a estrutura da língua, e assim por diante. Exige treino.
Em contrapartida o letramento é o estado de quem não apenas saber ler e escrever, mas inclui o uso das atividades de leitura e escrita e responde as demandas sociais referentes a elas.
Assim sendo, uma pessoa pode ser considerada alfabetizada por ler e escrever, mas seu grau de letramento ser reduzido pela falta de participação nas práticas sociais de leituras, pela dificuldade de interpretar ou falta de compreensão do uso dessa alfabetização.
Por outro lado, mesmo não sabendo ler e escrever, ou seja, mesmo que analfabeta, uma pessoa pode ter um alto grau de letramento por fazer uso das práticas sociais de leitura, por ditar cartas ou bilhetes, por pedir para que leiam para ela uma notícia no jornal, um rótulo, uma propaganda ou até uma carta que recebeu.
A implicação desses processos na escola e na educação de jovens e adultos está na necessidade de notar-se que são fenômenos distintos, mas que o ideal é que aconteçam juntos.
Na escola, por exemplo, o educador deve objetivar a alfabetização fazendo uso de teztos e recursos significativos, que insiram a criança no meio social, levando em conta sua realidade. Uma excelente maneira seria fazer uso de materiais diversos como jornais, revistas, rótulos, propaganda, e assim por diante, juntamente com o material didático.
No caso da educação de jovens e adultos, o processo é um pouco diferente. O jovem e o adulto já possuem uma grande carga de conhecimento, adquirido com as experiências vividas através dos anos. Por isso há o cuidado de se puxar o que a pessoa já adquiriu e introduzir a alfabetização, e claro, o aumento no nível de letramento gradativamente.
A condição necessária para o letramento seria:
¨ A escolarização real e de qualidade para toda a população.

De início, alcançarmos o maior número de pessoas com a alfabetização, ou seja, um maior número de indivíduos sabendo ler e escrever. E, simultaneamente, facilitar-mos o acesso aos materiais de leitura, pois de nada adianta aprender a ler e a escrever e não praticarmos. Se esse acesso é restrito ou negado, permitimos que as pessoas sejam alfabetizadas, mas impedimos que se tornem letradas.

Arte e Educação.






As diversas formas de expressão desenvolvidas pelo homem, que denominamos arte, merecem atenção especial no espaço escolar devido ao desenvolvimento cognitivo que exerce na criança.
A troca resultante do contato do indivíduo com a dança, a música, as artes plásticas e assim por diante, auxilia em sua própria identificação como sujeito histórico e social. Assim sendo, podemos aumentar o conhecimento de nossos alunos, ajudá-los a ter maior compreensão da realidade e maior participação social por meio de exposições artísticas, como assistir filmes, danças, peças teatrais, ouvir diferentes músicas, mostrar a riqueza contida em livros de artes, de literatura e livros bibliográficos de diversos produtores artísticos.
Envolver o aluno com a arte é a maneira mais simples e, ao mesmo tempo, profunda e completa de fazê-lo compreender o mundo em que está inserido, com seus diversos meios sociais, variadas culturas e significados, fazendo com que desenvolva “um olhar aguçado pela sensibilidade, pela emoção, pela afetividade, pela imaginação, pela reflexão e pela crítica”.
Nosso objetivo deve ser o de ensinar ou guiar nossas crianças e adolescentes para pensar, imaginar, desenvolver, escrever e criar livremente, segundo seus sentimentos e suas formas de analisar, interpretar e associar os trabalhos artísticos à sua realidade.
Assim agindo, seremos colaboradores no surgimento de novo cidadãos capazes de produzirem e conduzirem suas vidas de um jeito mais consciente, autônomo e acima de tudo, mais belo.
Em seu texto, “As diversas expressões e o desenvolvimento da criança na escola”, a Dra. Ângela Meyer Borba e a Dra. Cecília Goulart, apresentam alguns projetos desenvolvidos por educadores em nosso país. O resultado desses projetos evidencia a importância da relação escola-arte.




Mariana Luzio.

Brincando com os números.

Aprender matemática representa a continuidade de um processo de construção do conhecimento lógico matemática ,adquirido desde cedo pela criança , por meio de suas observações , experiências e ações realizadas.
A criança encontra-se com os números desde cedo , e irá utilizar por uma longa jornada , resolvendo problemas de seu cotidiano.
Durante muito tempo , buscou-se ensinar números pela sua associação a quantidade , hoje o significado atribuído aos números pelas crianças não coincide com as teorias e nem com os estágios.
A noção de números está apoiada em outras noções e capacidades construídas pela criança , essenciais ao pensamento humano , não só o lógico matemático , tais como reconhecer semelhanças , ordenar , classificar , comparar , descobrir , calcular.
Pensava-se ainda que um ambiente sério, disciplinado e silencioso seria indispensável para aprender matemática. Sabemos , agora , que se aprende matemática resolvendo problemas , de todos os tipos.
Proporcionar prazer e diversão , apresentar um desafio e provocar o pensamento reflexivo do aluno seriam razões suficientes para defender o jogo na educação.
A matemática assim como os jogos , a criança só aprende reinventando-a , recriando-a , o que pode tornar-se possível retomando o lúdico na sala de aula.
Na perspectiva tradicional , a posição daquele que está aprendendo é de esperar que a solução venha do saber.
Antes de avaliar como incompetência os “erros” cometidos pelo aluno , o professor “ deveria considerar que as noções de números e espaço representam construções complexas nas quais intervêm varias operações que a criança não pode dominar de imediato em qualquer idade”.
“Talvez menos angustiante , tanto para o professor quanto para o aluno , seja oferecer condições para que este enfrente os seus erros”. Reconhecendo “È preciso desencadear outras estratégias”.
Pressupondo que a matemática não está pronta , hoje ela é vista como um conhecimento que está fazendo. Por isso , não se pode transmiti-la como um conteúdo acabado. O bom professor deixou de ser aquele que mais domina o conteúdo , passando a vivenciar o importante papel de jogador, de parceiro de jogo , aquele que conhece mais as regras e as reinventa , juntamente com seus alunos.

Mariana Luzio, Mariane Leme, Ana Bianca, Viviane.
Curso: Pedagogia.