Onde Vivem os Monstros (Where The Wild Things Are), o livro de Maurice Sendak, é pra ler em dois minutos. Na obra de 1963, econômica no texto e com ilustrações de página inteira, o menino Max, é mandado pro quarto depois de fazer malcriações. Na cama, sem jantar, ele começa a imaginar um mundo onde pode reinar em paz. Até perceber, porém, a "vontade de estar em algum lugar onde alguém gostasse dele de verdade".
A concisão de Sendak torna-se, nas mãos de Spike Jonze (Adaptação), uma discussão sensível, verborrágica e um tanto depressiva sobre a infância e amadurecimento.
A adaptação do próprio diretor, ao lado do romancista Dave Eggers, busca significados e extrapola cada página do livro. Razões para a rebeldia juvenil de Max (Max Records) são criadas, assim como paralelos entre o mundo real e a terra dos monstros. Cada criatura ganha personalidade bem definida - manifestações das facetas do próprio Max, comuns à maioria das crianças - e intérpretes à altura.
Carol, vivido por James Gandolfini (A Família Soprano), é o principal deles. Representa a confusão egocêntrica e impetuosidade de Max e, não por acaso, torna-se o favorito do menino. A jornada é fruto justamente desses sentimentos. Gandolfini é o maior trunfo de Onde Vivem os Monstros e a cena em que Carol carrega Max nas costas um retrato do próprio filme. A voz anasalada, em que fragilidade, angústia e poder caminham juntos o tempo todo, é Tony Soprano pura.
Ao lado de Gandolfini estão Paul Dano (o bode carente Alexander), Catherine O'Hara (a agressiva Judith), Forest Whitaker (o amável e criativo Ira), Michael Berry Jr. (o contemplativo e melancólico Touro) e Chris Cooper (o solícito e companheiro Douglas). Completa o elenco Lauren Ambrose (a Claire de A Sete Palmos) como KW, o único sentimento externo à Max - o materno.
As relações funcionam de maneira excepcional. Cada diálogo entre os habitantes da ilha, uma tentativa infantil de compreender mudanças. Como o livro, Onde Vivem os Monstros é uma metáfora de crescimento interessante.
Enquanto fica nesse campo das sugestões, o filme é ótimo. O roteiro, porém, tem problemas. Talvez acreditando que ele funcionaria para crianças (não funciona, é adulto demais), Jonze parece ter sentido necessidade de explicar demais certos aspectos. Pegue a cena em que Max inventa à mãe a deprimente história do vampiro que mordeu um prédio, por exemplo. Serve como desnecessária introdução à criatividade do menino, algo que já estava claro apenas observando seu quarto, suas brincadeiras. Sendak precisou apenas de uma ilustração para mostrar isso. Jonze, verborrágico, lança mão de minutos de película.
Ao menos acompanha esse falatório constante uma direção de fotografia inspirada. Lance Acord repete a parceria de Quero Ser John Malkovich e Adaptação com Jonze, dando uma poética qualidade de filme independente ao longa de grande estúdio. Já a alardeada trilha sonora de Karen O., ex-namorada do cineasta e vocalista do Yeah Yeah Yeahs, ainda que excelente pra ouvir como álbum, é um pouco opressiva durante o filme. Funciona muito melhor durante as (poucas) cenas de ação - como a da "bagunça geral" e a guerra de bolas de lama - do que sobrepondo-se aos diálogos. É informação demais.
Enfim, é um filme esquisito. Infantil indie norte-americano pra adultos feito por um estúdio major, a Warner Bros. E vale lembrar que Jonze precisou de um ano a mais - e mais dinheiro - para terminá-lo depois que os produtores pediram a ele que equilibrasse melhor sua visão como cineasta e as necessidade de mercado, algo que oferecesse entretenimento ao grande público. Será que as explicações desnecessárias partiram dessa demanda? Ou o filme era simplesmente esquisito demais? A resposta deve se perder na história do cinema, já que o corte anterior não deve ver a luz do dia. Só o que se sabe mesmo é que, goste ou não, os monstros agora vivem também nas telas.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
A influência dos educadores na vida pessoal dos alunos pode ser mais forte do que aparenta e gerar frutos permanentes
Mr. Holland: Adorável Professor.
Ao reger os alunos, o protagonista rege vários destinos ao mesmo tempo.
FILME: Mr. Holland: Adorável Professor, dirigido por Stephen Herek, com Richard Dreyfuss e William H. Macy, 1995.
A HISTÓRIA: Em 1964, um músico (Richard Dreyfuss) resolve começar a lecionar para ter mais dinheiro e assim se dedicar a compor uma sinfonia. Mas os alunos se mostram pouco interessados e as coisas se complicam quando a esposa dele da luz a um bebê surdo. Para poder financiar os estudos especiais e o tratamento do filho, o professor se envolve cada vez mais com a escola, deixando de lado seu sonho de tornar-se um grande compositor.
QUEM INDICA: o jornalista Paulo Maffia. É um filme sensível, que mostra que Educação não é só livro e caderno, mas é formar e transformar seres humanos. Esse professor de música toca a vida das pessoas de forma diferente.
POR QUE VER: Você percebe que diante de todas as adversidades, diante de toda uma vida, é possível deixar uma história, uma construção. Às vezes, por mais tola e boba que pareça nossa influência na vida das pessoas, ela é contundente, muda mesmo, diz o professor de biologia Leandro Alcerito, do Colégio Vértice, de São Paulo.
QUE BOM EXEMPLO TIRAR: Numa das primeiras aulas, o professor coloca uma música dos anos 60 para tocar, algo bem importante naquele momento histórico. E depois chega ao piano e toca uma peça erudita para mostrar como as duas são parecidas. Isso mostra que o currículo tem de estar em consonância com o seu momento. É um saber organizado, construído ao longo do tempo, mas o educador tem de fazer diálogo com o que está acontecendo. Não adianta eu querer falar de música se não faço idéia do que é que meus alunos estão ouvindo. Eu preciso gostar? Claro que não. Mas tenho de saber, diz Zilton Salgado, professor de artes, filosofia e sociologia do Colégio Vértice.
Ao reger os alunos, o protagonista rege vários destinos ao mesmo tempo.
FILME: Mr. Holland: Adorável Professor, dirigido por Stephen Herek, com Richard Dreyfuss e William H. Macy, 1995.
A HISTÓRIA: Em 1964, um músico (Richard Dreyfuss) resolve começar a lecionar para ter mais dinheiro e assim se dedicar a compor uma sinfonia. Mas os alunos se mostram pouco interessados e as coisas se complicam quando a esposa dele da luz a um bebê surdo. Para poder financiar os estudos especiais e o tratamento do filho, o professor se envolve cada vez mais com a escola, deixando de lado seu sonho de tornar-se um grande compositor.
QUEM INDICA: o jornalista Paulo Maffia. É um filme sensível, que mostra que Educação não é só livro e caderno, mas é formar e transformar seres humanos. Esse professor de música toca a vida das pessoas de forma diferente.
POR QUE VER: Você percebe que diante de todas as adversidades, diante de toda uma vida, é possível deixar uma história, uma construção. Às vezes, por mais tola e boba que pareça nossa influência na vida das pessoas, ela é contundente, muda mesmo, diz o professor de biologia Leandro Alcerito, do Colégio Vértice, de São Paulo.
QUE BOM EXEMPLO TIRAR: Numa das primeiras aulas, o professor coloca uma música dos anos 60 para tocar, algo bem importante naquele momento histórico. E depois chega ao piano e toca uma peça erudita para mostrar como as duas são parecidas. Isso mostra que o currículo tem de estar em consonância com o seu momento. É um saber organizado, construído ao longo do tempo, mas o educador tem de fazer diálogo com o que está acontecendo. Não adianta eu querer falar de música se não faço idéia do que é que meus alunos estão ouvindo. Eu preciso gostar? Claro que não. Mas tenho de saber, diz Zilton Salgado, professor de artes, filosofia e sociologia do Colégio Vértice.
domingo, 1 de maio de 2011
TEMA: VULCANISMO.
CONTEÚDO A SER DESENVOLVIDO:
• Onde se localizam os principais vulcões do planeta?
• Por que aprender sobre vulcões?
Alunos do 2º Ano do Ensino Fundamental.
AREAS ENVOLVIDAS:
Química, física e biologia.
OBJETIVO EDUCACIONAL:
Proporcionar ao aluno o contato com tema (vulcão). Auxiliá-lo no entendimento do funcionamento básico de um vulcão (porque surgem, como surgem, porque entram em erupção). Levá-lo a perceber como a existência de vulcões está presente em seu dia a dia.
METODOLOGIA DE ENSINO:
RECURSOS COMPUTACIONAIS:
• Data Show.
• Computador.
RECURSOS FÍSICOS:
• Sala de aula.
• Auditório.
• Campo/quadra.
DESENVOLVIMENTO DO PROJETO:
A apresentação do projeto será feito por todos os integrantes do grupo, com duração de 40 minutos em média.
1ª ETAPA: Introdução do tema e levantamento de dados.
Estratégia: Apresentação de Slides com imagens de vulcões. Introduzir o tema e trabalhar as questões:
• O que são vulcões?
• Por que entram em erupção?
• Vulcões no Brasil. Existem?
• Relação dos vulcões com nosso dia a dia.
Material: Fotos retiradas da internet, computador, data show.
2ª ETAPA: Observação e localização de alguns vulcões no mundo.
Estratégia: A turma será dividida em grupos, e cada professor trabalhará 5 vulcões com seu grupo. Os integrantes do grupo deverão colar no mapa, disponibilizado pelo professor, o nome do vulcão de acordo com a localização. Após o termino, os grupos deverão comparar seus mapas, e assim terão a localização de 30 vulcões. As folhas de sulfite devem ser coladas na cartolina e expostas na sala de aula.
Material: Cartolina, Papel cartão vermelho, canetinha, 6 cópias de um mapa mundi (Papel A4), cola, durex.
3ª Etapa: Apresentação de um vídeo.
Estratégia: Através do vídeo, mostrar como acontece uma erupção vulcânica, e como foram as piores erupções vulcânicas da história.
Material: Vídeo: “Discovery channel - Vulcões - parte 1 de 5”
FONTE: http://www.youtube.com/watch?v=VPieRDxTtrk
4ª Etapa: Demonstração do funcionamento de um vulcão.
Estratégia: Maquete.
Material: Isopor e papel camurça verde (base), garrafa pet (2 litros), argila para moldagem, bicarbonato de sódio, vinagre e anilina vermelha.
5ª Etapa: Encerramento.
Discussão sobre o que a turma aprendeu/lembra. E, entrega de uma pedrinha vulcânica para cada aluno. ( pedrinhas vulcânicas usadas em biju) em média R$ 0,40 cada.
• Por que aparecem?
• Onde se localizam os principais vulcões do planeta?
• Por que aprender sobre vulcões?
PÚBLICO-ALVO:
Alunos do 2º Ano do Ensino Fundamental.
AREAS ENVOLVIDAS:
Química, física e biologia.
OBJETIVO EDUCACIONAL:
Proporcionar ao aluno o contato com tema (vulcão). Auxiliá-lo no entendimento do funcionamento básico de um vulcão (porque surgem, como surgem, porque entram em erupção). Levá-lo a perceber como a existência de vulcões está presente em seu dia a dia.
METODOLOGIA DE ENSINO:
RECURSOS COMPUTACIONAIS:
• Data Show.
• Computador.
RECURSOS FÍSICOS:
• Sala de aula.
• Auditório.
• Campo/quadra.
DESENVOLVIMENTO DO PROJETO:
A apresentação do projeto será feito por todos os integrantes do grupo, com duração de 40 minutos em média.
1ª ETAPA: Introdução do tema e levantamento de dados.
Estratégia: Apresentação de Slides com imagens de vulcões. Introduzir o tema e trabalhar as questões:
• O que são vulcões?
• Por que entram em erupção?
• Vulcões no Brasil. Existem?
• Relação dos vulcões com nosso dia a dia.
Material: Fotos retiradas da internet, computador, data show.
2ª ETAPA: Observação e localização de alguns vulcões no mundo.
Estratégia: A turma será dividida em grupos, e cada professor trabalhará 5 vulcões com seu grupo. Os integrantes do grupo deverão colar no mapa, disponibilizado pelo professor, o nome do vulcão de acordo com a localização. Após o termino, os grupos deverão comparar seus mapas, e assim terão a localização de 30 vulcões. As folhas de sulfite devem ser coladas na cartolina e expostas na sala de aula.
Material: Cartolina, Papel cartão vermelho, canetinha, 6 cópias de um mapa mundi (Papel A4), cola, durex.
3ª Etapa: Apresentação de um vídeo.
Estratégia: Através do vídeo, mostrar como acontece uma erupção vulcânica, e como foram as piores erupções vulcânicas da história.
Material: Vídeo: “Discovery channel - Vulcões - parte 1 de 5”
FONTE: http://www.youtube.com/watch?v=VPieRDxTtrk
4ª Etapa: Demonstração do funcionamento de um vulcão.
Estratégia: Maquete.
Material: Isopor e papel camurça verde (base), garrafa pet (2 litros), argila para moldagem, bicarbonato de sódio, vinagre e anilina vermelha.
5ª Etapa: Encerramento.
Discussão sobre o que a turma aprendeu/lembra. E, entrega de uma pedrinha vulcânica para cada aluno. ( pedrinhas vulcânicas usadas em biju) em média R$ 0,40 cada.
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