terça-feira, 13 de abril de 2010

REENCANTAR A EDUCAÇÃO


Somos seres aprendentes, que só conseguem sobreviver através da troca de conhecimento e experiências vivenciadas dia a dia tornando nossa existência, basicamente, um aprendizado. Devido a isso, não vivemos movidos pelo instinto ou pela imitação, queremos melhorar, progredir sempre. Para nos auxiliar no desenvolvimento de competências, conhecimentos e habilidades, temos a escola. Todos concordam que “A escola deve ser um lugar gostoso” (p. 23). Entretanto, isso raramente ocorre nas sociedades contemporâneas. No Brasil, por exemplo, o ambiente escolar está cada vez mais deteriorado. Ao invés de ser um lugar de troca de experiências, conhecimentos e aprendizagens, tem se tornado palco de discórdias, sendo cada vez mais exaustivo o convívio entre professores, alunos, escola e família. Embora as propostas pedagógicas sejam admiravelmente construtivas, pouco se tem sido feito para viabilizar que saiam do papel, tornando o exercício de nossa profissão desgastante e pouco produtivo.

O autor aborda um termo, o “vilipendio da profissão”, para referir-se ao pouco valor que o professor tem hoje. Essa profissão é extremamente inferiorizada e desconsiderada em nossa sociedade, e não apenas por causa dos baixos salários, mas principalmente com o descaso em se fornecer boas condições de trabalho na maioria das escolas. Assim sendo, cabe a cada um de nós, pedagogos, revalorizar o seu papel na escola, e na construção do caráter e do conhecimento de nossos alunos. Porque, é somente a partir do momento, que nós mesmo deixarmos de acreditar no poder que recebemos para transformar vidas, que nosso papel deixará de ser significativo, pois passaremos a fazer vista grossa, a trabalhar de qualquer maneira, como muitos fazem hoje, passando o tempo na escola para receber o salário no fim do mês, pouco fazendo pela construção e educação da sociedade de amanha.

A qualidade da educação de nossos alunos e, conseqüentemente, da sociedade, está diretamente ligada à formação e a pratica e as propostas pedagógicas da escola e dos educadores. Por isso, temos uma perspectiva de melhoras a partir do momento que conseguimos tirar o melhor de nós mesmo. Quando o pedagogo, o educador, faz o melhor de si, investe na sua formação e na sua postura, gera uma reação positiva no meio em que está, seja a sala de aula, o ambiente escolar, ou qualquer outro meio em que se encontre. O pedagogo deve ter bem em mente que é, e sempre será um espelho, um modelo para todos que o cercam, por isso, quanto mais íntegros formos, melhores cidadãos formaremos, não somente pelas palavras, como também pelo exemplo. Precisamos mostrar a nossos alunos que, aprender é extremamente diferente de imitar. Aprender significa, basicamente, entender o objetivo e a função daquele saber e reproduzir. Não somos maquinas que recebem ordens e as executam perfeitamente, sem erros. Pelo contrario, exatamente nos erros que comentemos é que encontramos as aprendizagens mais significativas, é com eles que nos tornamos criativos e críticos, capazes de se situar e se locomover na sociedade do conhecimento, onde cada vez mais exige-se o contato com os diversos meios de veiculação de informações e conhecimentos.

Um comentário:

  1. Gostei quando diz, que é com os erros que encontramos as aprendizagens mais significativas.

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