domingo, 18 de abril de 2010

Saberes necessários ao educador do Ensino Fundamental das séries iniciais.

ROSENDO, Maria do Disterro. Saberes Necessários Ao Educador do Ensino Fundamental das Séries Iniciais. Disponível em: http://www.ufpi.br/mesteduc/eventos/ivencontro/GT3/saberes_necessários.pdf. Acesso em: 27 mar. 2010

Palavras chaves: saberes, docência, experiência, teoria e pratica.

Resumo:

O texto trata-se de um artigo escrito com base em uma pesquisa sobre os saberes exigidos de um professor do ensino fundamental das series iniciais. A autora fundamenta sua pesquisa e trabalho nos escritos de grandes pensadores, como Paulo Freire, Pimenta, Vygotsky, entre outros, e tenciona com essa pesquisa conscientizar os educadores quanto ás exigências para o exercício da docência.

“Na visão de Ramos (2001), as dimensões dos saberes da docência são: saber, saber-aprender, saber-pensar, saber saber-fazer, saber-conviver e saber-ser. Essas dimensões são construções resultantes dos processos formativos e das necessidades da vida diária do trabalho docente que exige o enfrentamento de situações desafiadoras com as quais se tem que dialogar.” (p.6)



Tais saberes são explicitados através das praticas e ações exercidas pelo educador em sua pratica pedagógica. Nessa perspectiva, temos que, o saber aprender ocorre quando o pedagogo tem o contato com novos conhecimentos, bem como suas variadas formas, que permitam com que se coloquem no mundo social, econômica e intelectualmente, e tornem-se criativos, curiosos e investigativos. O saber-pensar, deve auxiliar o pedagogo a buscar sua autonomia, em especial a autonomia de raciocínio e de pensamento. O saber conviver trás a importância das relações no seu campo de trabalho, tais como, o contato com seu grupo escolar (professores/coordenador/diretor), com os alunos, os pais, etc.. Deve auxiliar o pedagogo a lidar com as críticas, a trabalhar em equipe, a levar em conta a bagagem de seus alunos. O saber-ser esta relacionado ao posicionamento ético, critico e interessado no desenvolvimento e crescimento de cada aluno. E, por fim, o saber-fazer envolve colocar em pratica os saberes anteriores.

“Mobilizar esses saberes é, pois, o primeiro passo para a construção da identidade profissional dos professores, o segundo passo seria a compreensão mais aprofundada sobre os saberes da docência.” (p.7)

Entre os saberes da docência, apontados como segundo passo, temos:



• O saber da experiência

• O saber teórico

• saberes pedagógicos



“Quando os alunos chegam ao curso de formação inicial, já têm saberes sobre o que é ser professor. Os saberes de sua experiência como alunos que foram de diferentes professores. Experiências que lhes possibilitam dizer quais foram os bons professores, quais eram bons em conteúdo, mas não em didática, isto é, os que sabiam, mas não sabiam ensinar.” (p.8)

Os saberes da experiência são aqueles que adquirimos com a vivência docente, tanto como alunos, quando estamos em graduação, quanto com nosso contato quando entramos em sala de aula. Esse processo de construção de conhecimento é permanente, exigindo análises e reflexões sobre a postura de pedagogo que adotamos.

“Dominar o saber teórico implica em além de adquirir a informação e conhecer, trabalhar com as informações classificando-as, analisando-as e contextualizando-as; implicam em vincular e integrar e produzir novas formas de conhecimento. Tarefa complexa, pois, a escola e os professores não estão suficientemente preparados para enfrentar essa complexidade. É necessário investir em processo de formação que possa dá conta desse contexto complexo.” (p.9)

O conhecimento teórico deveria aderir um caráter de maior significação para o professor. Embora a bagagem teórica seja rica, ela torna-se pouca importante pela falta de captação de sentido da função desse conhecimento por parte dos pedagogos.

“Em geral, reconhece-se que é preciso ‘saber para ensinar’ e que muitos professores ‘sabem a matéria, mas não sabem ensinar’. Portanto, para saber ensinar não bastam a experiência e os conhecimentos específicos, faz-se necessário, também os saberes pedagógicos e didáticos. É por essa razão que muitas vezes se houve a afirmação de que ‘certo professor ensina e não tem didática’.” (p. 9)

Os saberes pedagógicos têm a função de formar o caráter profissional do pedagogo. Deve estabelecer os pontos de partida, para que o professor possa se situar em cada momento de aprendizagem, e ensinar coerente e efetivamente. Para esse fim, devem ser críticos e analisar as possibilidades de perceber esses princípios docentes.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Minha "Mestra". =D

                                Eu e a  Profª: Ms. Geci de Souza Fontanela

"Aprendi com o Mestre dos Mestres que a arte de pensar é o tesouro dos sábios. Aprendi um pouco mais a pensar antes de reagir, a expor - e não impor - minhas idéias e a entender que cada pessoa é um ser único no palco da existência. 
          Aprendi com o Mestre da Sensibilidade a navegar nas águas da emoção, a não ter medo da dor, a procurar um profundo significado para a vida e a perceber que nas coisas mais simples e anônimas se escondem os segredos da felicidade.
Aprendi com o Mestre da Vida que viver é uma experiência única, belíssima, mas brevíssima. E, por saber que a vida passa tão rápido, sinto necessidade de compreender minhas limitações e aproveitar cada lágrima, sorriso, sucesso e fracasso como uma oportunidade preciosa de crescer.
         Aprendi com o Mestre do Amor que a vida sem amor é um livro sem letras, uma primavera sem flores, uma pintura sem cores. Aprendi que o amor acalma a emoção, tranquiliza o pensamento, incendeia a motivação, rompe obstáculos intransponíveis e faz da vida uma agradável aventura, sem tédio, angústia ou solidão." 
                                                                                                    Algusto Cury.


terça-feira, 13 de abril de 2010

REENCANTAR A EDUCAÇÃO


Somos seres aprendentes, que só conseguem sobreviver através da troca de conhecimento e experiências vivenciadas dia a dia tornando nossa existência, basicamente, um aprendizado. Devido a isso, não vivemos movidos pelo instinto ou pela imitação, queremos melhorar, progredir sempre. Para nos auxiliar no desenvolvimento de competências, conhecimentos e habilidades, temos a escola. Todos concordam que “A escola deve ser um lugar gostoso” (p. 23). Entretanto, isso raramente ocorre nas sociedades contemporâneas. No Brasil, por exemplo, o ambiente escolar está cada vez mais deteriorado. Ao invés de ser um lugar de troca de experiências, conhecimentos e aprendizagens, tem se tornado palco de discórdias, sendo cada vez mais exaustivo o convívio entre professores, alunos, escola e família. Embora as propostas pedagógicas sejam admiravelmente construtivas, pouco se tem sido feito para viabilizar que saiam do papel, tornando o exercício de nossa profissão desgastante e pouco produtivo.

O autor aborda um termo, o “vilipendio da profissão”, para referir-se ao pouco valor que o professor tem hoje. Essa profissão é extremamente inferiorizada e desconsiderada em nossa sociedade, e não apenas por causa dos baixos salários, mas principalmente com o descaso em se fornecer boas condições de trabalho na maioria das escolas. Assim sendo, cabe a cada um de nós, pedagogos, revalorizar o seu papel na escola, e na construção do caráter e do conhecimento de nossos alunos. Porque, é somente a partir do momento, que nós mesmo deixarmos de acreditar no poder que recebemos para transformar vidas, que nosso papel deixará de ser significativo, pois passaremos a fazer vista grossa, a trabalhar de qualquer maneira, como muitos fazem hoje, passando o tempo na escola para receber o salário no fim do mês, pouco fazendo pela construção e educação da sociedade de amanha.

A qualidade da educação de nossos alunos e, conseqüentemente, da sociedade, está diretamente ligada à formação e a pratica e as propostas pedagógicas da escola e dos educadores. Por isso, temos uma perspectiva de melhoras a partir do momento que conseguimos tirar o melhor de nós mesmo. Quando o pedagogo, o educador, faz o melhor de si, investe na sua formação e na sua postura, gera uma reação positiva no meio em que está, seja a sala de aula, o ambiente escolar, ou qualquer outro meio em que se encontre. O pedagogo deve ter bem em mente que é, e sempre será um espelho, um modelo para todos que o cercam, por isso, quanto mais íntegros formos, melhores cidadãos formaremos, não somente pelas palavras, como também pelo exemplo. Precisamos mostrar a nossos alunos que, aprender é extremamente diferente de imitar. Aprender significa, basicamente, entender o objetivo e a função daquele saber e reproduzir. Não somos maquinas que recebem ordens e as executam perfeitamente, sem erros. Pelo contrario, exatamente nos erros que comentemos é que encontramos as aprendizagens mais significativas, é com eles que nos tornamos criativos e críticos, capazes de se situar e se locomover na sociedade do conhecimento, onde cada vez mais exige-se o contato com os diversos meios de veiculação de informações e conhecimentos.